Como Aumentar as Chances de Aprovação no INSS em Canoinhas 2026 Você marcou a perícia do INSS e agora está com aquele frio na barriga. Não consegue trabalhar por causa da doença, as contas estão apertando, e tudo depende daqueles 15, 20 minutos de consulta na perícia médica do INSS com um perito que você nunca viu na vida. E aí vem o medo: e se eu falar errado? E se ele não acreditar em mim? E se eu for negado e ficar sem o benefício?
Essa insegurança é mais comum do que você imagina aqui em Canoinhas. Todo dia, trabalhadores vão até a agência do INSS ou fazem a perícia sem saber direito o que levar, o que falar, como se comportar. E muitos saem de lá frustrados, com aquela carta de negativa na mão, sem entender o que fizeram de errado.
💭 “Mas eu realmente não consigo trabalhar. Por que o INSS negou meu benefício?”
A verdade é que não basta estar doente ou incapacitado. Você precisa comprovar sua condição de forma que o perito do INSS reconheça. E é aí que mora o problema: a perícia é rápida, o perito nem sempre olha tudo com atenção, e se você não souber apresentar sua situação da forma correta, pode perder o benefício mesmo tendo direito.
Mas calma — existe jeito de aumentar suas chances de ser aprovado na perícia. Não estamos falando de mentir ou exagerar (isso inclusive prejudica você). Estamos falando de se preparar adequadamente: levar os documentos certos, saber explicar suas limitações de forma clara, entender o que o perito avalia.
Neste artigo, você vai aprender exatamente isso. Vamos explicar como funciona a perícia do INSS, o que influencia a decisão do perito, quais documentos você deve levar, como se comportar no dia da avaliação e o que fazer se o resultado for negativo. São dicas práticas, baseadas na experiência de quem já ajudou centenas de trabalhadores de Canoinhas a conseguirem seus benefícios.
Porque você merece uma chance justa. E estar bem preparado faz toda a diferença para aumentar as chances de aprovação.
Entendendo o INSS e a Perícia do INSS
Antes de falar sobre como aumentar suas chances na perícia, você precisa entender como o sistema funciona. Porque muita gente vai para a avaliação médica sem saber direito o que é o INSS, qual o papel do perito ou por que essa consulta de 15 minutos tem tanto peso na sua vida. Vamos esclarecer isso de uma vez.
O que é o INSS?
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é o órgão do governo responsável por pagar os benefícios da previdência social. Sabe aquele desconto que sai todo mês do seu salário com o nome de “INSS” ou “previdência social”? É para esse sistema.
A ideia é simples: enquanto você está trabalhando e saudável, contribui mensalmente. Quando você não puder mais trabalhar — seja por doença, acidente, idade avançada ou outro motivo previsto em lei — o INSS te paga um benefício por incapacidade mensal.
Os principais benefícios que o INSS oferece são:
➞ Auxílio-doença (ou auxílio por incapacidade temporária): Para quem está temporariamente impossibilitado de trabalhar por doença ou acidente
➞ Aposentadoria por invalidez (ou aposentadoria por incapacidade permanente): Para quem não pode mais trabalhar de forma definitiva
➞ Aposentadorias (por idade, tempo de contribuição, especial): Para quem completou os requisitos
➞ Pensão por morte: Para dependentes de quem faleceu
➞ Auxílio-reclusão: Para dependentes de segurado preso
Cada um desses benefícios tem suas regras específicas, mas hoje vamos focar especialmente no auxílio-doença e na aposentadoria por invalidez — porque são os que exigem perícia médica para serem concedidos.
💭 “Mas eu sempre contribuí, tenho direito automático ao benefício, certo?”
Não é bem assim. Ter contribuído é um dos requisitos, mas não é o único. Para conseguir auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, você precisa passar por uma avaliação médica que comprove que você realmente está incapacitado de trabalhar. E é essa avaliação — a perícia — que define se você vai receber ou não.
Como funciona a perícia do INSS?
A perícia do INSS é uma consulta médica realizada por um perito médico (que é um médico contratado pelo INSS, não o seu médico particular). O objetivo é avaliar se você está temporária ou permanentemente incapaz de exercer sua atividade profissional.
O processo funciona assim:
1. Você agenda a perícia pelo site Meu INSS, aplicativo ou telefone 135. Pode demorar alguns dias ou semanas até conseguir uma data, dependendo da demanda em Canoinhas.
2. No dia marcado, você vai até a agência do INSS com seus documentos e exames. A perícia geralmente acontece na própria agência, em uma sala reservada.
3. O perito vai:
- Olhar seus documentos e exames médicos
- Fazer perguntas sobre sua doença, seus sintomas, suas limitações
- Realizar um exame físico rápido (dependendo do caso)
- Decidir se você está incapaz de trabalhar ou não
4. A consulta dura em média 10 a 20 minutos. É pouco tempo, e é exatamente por isso que você precisa estar bem preparado.
5. No final, o perito informa se o benefício foi concedido ou negado. Se concedido, ele diz por quanto tempo (no caso do auxílio-doença, você vai precisar fazer novas perícias periodicamente para o INSS verificar se você ainda está incapaz).
🗣️ “Eu fui na perícia médica do INSS e espero ser aprovado na perícia. O médico olhou meus exames, fez três perguntas e já disse que eu estava apto para trabalhar. Nem me examinou direito.”
Infelizmente, isso acontece com frequência. A perícia do INSS costuma ser rápida e, às vezes, superficial, o que pode impactar na aprovação do benefício por incapacidade. Por isso é tão importante você saber exatamente o que levar e o que falar.
O que o perito NÃO é:
➞ Não é seu médico pessoal (ele não vai te tratar nem te receitar remédio)
➞ Não está ali para “torcer por você” (ele é um funcionário do INSS avaliando tecnicamente)
➞ Não tem obrigação de aceitar a opinião do seu médico particular (ele faz avaliação independente)
O que o perito É:
➞ Um médico contratado pelo INSS para avaliar incapacidade
➞ Alguém que segue critérios técnicos e protocolos estabelecidos
➞ A pessoa que vai decidir se você recebe ou não o benefício
Entender isso é fundamental para você não criar expectativas erradas. O perito não está ali para te ajudar — ele está ali para avaliar se você cumpre os critérios técnicos de incapacidade segundo as normas do INSS.
Importância da perícia médica na aprovação
Agora você já entendeu: a perícia é o momento decisivo. É ali que tudo se decide. Você pode ter trabalhado 20 anos contribuindo, pode estar realmente doente, pode ter pilhas de atestados — mas se o perito não reconhecer sua incapacidade naquela consulta de 15 minutos, seu pedido será negado.
Por que a perícia tem tanto peso?
Porque o INSS não confia só no que você diz ou no que seu médico atesta. Eles querem a avaliação do perito deles. Na visão do INSS, o médico particular pode ser “condescendente” com o paciente, o que pode resultar em erros comuns na avaliação da perícia médica do INSS. Já o perito é treinado para aplicar critérios técnicos objetivos.
🔎 Atenção: Isso não significa que seu médico está errado. Significa apenas que o INSS tem seu próprio processo de avaliação, e você precisa saber lidar com ele.
O que o perito avalia:
➞ Seus documentos médicos: Atestados, laudos, exames, receitas, relatórios. Quanto mais completo e recente, melhor, para que seu pedido no INSS tenha mais chances de ser aprovado na perícia.
➞ Sua capacidade funcional: Não é só “estar doente”. É estar incapaz de trabalhar na sua função. Se você tem hérnia de disco mas trabalha em escritório, o perito pode entender que você consegue continuar trabalhando sentado. Agora, se você trabalha como pedreiro, carregando peso, aí a coisa muda.
➞ A coerência entre o que você fala e o que está documentado: Se você diz que tem dores terríveis mas chega andando normalmente, sem demonstrar desconforto, o perito pode desconfiar. Se você diz que não consegue levantar o braço mas durante o exame físico levanta sem dificuldade, isso prejudica sua credibilidade.
➞ A gravidade e evolução da doença: É uma doença aguda que vai melhorar com tratamento? É crônica e vai se arrastar? Tem tendência a piorar? Tudo isso influencia a decisão.
💭 “Então quer dizer que se eu não souber me ‘vender’ na perícia, posso perder meu benefício mesmo estando realmente doente?”
Infelizmente, sim. Por isso é tão importante se preparar. Não estamos falando de fingir ou exagerar — isso é errado e pode te prejudicar muito. Estamos falando de apresentar sua situação real da forma mais clara e documentada possível.
Muita gente perde o benefício não porque não tem direito, mas porque não soube demonstrar sua incapacidade de forma adequada na perícia. E isso é especialmente frustrante quando a pessoa está realmente precisando.
Nas próximas seções, vamos te ensinar exatamente como se preparar para aumentar suas chances de uma avaliação justa.
Chances de Aprovação na Perícia do INSS
Você já entendeu como funciona a perícia e por que ela é tão importante. Agora vamos falar de algo que todo mundo quer saber: o que realmente faz a diferença na hora da aprovação? Por que algumas pessoas conseguem o benefício e outras não, mesmo tendo problemas de saúde parecidos?
Fatores que influenciam suas chances de aprovação
A verdade é que não existe uma fórmula mágica. Cada caso é um caso, cada perito tem seu estilo de avaliação, e o INSS segue protocolos que nem sempre são claros para quem está de fora. Mas existem alguns fatores que definitivamente aumentam ou diminuem suas chances.
1. Qualidade da documentação médica
Este é o fator mais importante. Um trabalhador que chega com laudos detalhados, exames recentes e relatório médico completo tem muito mais chances do que alguém que leva só um atestado genérico de três linhas.
O perito precisa ver provas da sua condição. Não adianta você dizer “tenho dores terríveis nas costas” se não tem uma ressonância mostrando hérnia de disco, ou um laudo ortopédico explicando a limitação funcional.
➞ Documentos fortes: Laudos de especialistas, exames de imagem recentes, relatórios médicos detalhados, receitas de medicamentos controlados
➞ Documentos fracos: Atestados genéricos, exames muito antigos, receitas simples sem contexto
2. Tipo de trabalho que você exerce
O perito não avalia só se você está doente — ele avalia se você está incapaz de exercer sua atividade profissional. E isso muda tudo.
🗣️ “Eu tenho problema na coluna e estou preocupado com o meu pedido de benefícios no INSS. Trabalho como pedreiro, carregando peso o dia todo. O perito me deu alta dizendo que eu podia trabalhar em serviços leves. Mas eu não sei fazer outra coisa!”
Esse é um dos maiores pontos de conflito. O INSS às vezes entende que você está incapaz para sua função atual, mas poderia trabalhar em outra atividade. E aí nega o benefício.
Aqui em Canoinhas, isso é comum com trabalhadores da indústria, construção civil, agricultura — pessoas que exercem funções braçais e desenvolvem problemas de saúde que impedem essas atividades, mas o perito considera que “dá para fazer trabalho leve”.
🔎 Atenção: Na teoria, o INSS deveria oferecer reabilitação profissional nesses casos. Na prática, muitas vezes simplesmente nega o benefício e deixa o trabalhador sem alternativa.
3. Coerência entre o que você relata e o que demonstra
O perito está treinado para identificar inconsistências. Se você diz que mal consegue andar mas entrou na sala caminhando normalmente, sem claudicar, isso gera desconfiança.
Não estamos dizendo para você fingir ou exagerar — pelo contrário. Mas é importante que você demonstre suas limitações reais de forma clara.
💭 “Mas às vezes eu consigo fazer algumas coisas com esforço, mesmo sentindo dor. Devo falar isso?”
Seja honesto. Explique: “Eu consigo andar distâncias curtas, mas com muita dor. Depois de alguns minutos preciso parar e descansar. Não consigo ficar em pé por muito tempo.” Isso é muito diferente de simplesmente dizer “não consigo andar” e depois andar normalmente durante a perícia.
4. Histórico de tratamento
O perito quer ver que você está se tratando, seguindo orientação médica, tomando os remédios prescritos. Se você diz que tem uma doença grave mas não tem nenhum tratamento em andamento, isso enfraquece seu caso.
➞ Você está fazendo fisioterapia? Leve os comprovantes ➞ Está tomando medicação? Leve as receitas e, se possível, a caixa dos remédios ➞ Passou por cirurgia? Leve o relatório cirúrgico ➞ Está em acompanhamento regular com especialista? Leve os relatórios das consultas
5. Tempo de afastamento
Para auxílio-doença, você precisa estar afastado há mais de 15 dias (os primeiros 15 dias são pagos pelo empregador, se você trabalhar com carteira assinada), e é importante saber que também pode haver um benefício por incapacidade temporária. Se você está pedindo o benefício logo no começo da doença, sem ter dado tempo para tratamento, o perito pode entender que é cedo demais e que você pode melhorar em breve.
Por outro lado, se você está doente há meses, já tentou vários tratamentos e não melhorou, isso fortalece seu argumento de que a incapacidade é real e persistente.
Compreendendo o papel do perito do INSS
Muita gente sai da perícia achando que o perito foi “mau” ou “injusto”. Mas é importante entender: ele não é seu inimigo, mas também não é seu advogado. Ele tem um papel técnico específico.
O perito está ali para avaliar seu pedido de benefícios.
➞ Verificar se você cumpre os critérios técnicos de incapacidade segundo as normas do INSS
➞ Proteger o sistema previdenciário de fraudes e pedidos indevidos
➞ Avaliar objetivamente sua condição de saúde naquele momento
O perito NÃO está ali para:
➞ Sentir pena de você ou se solidarizar com sua situação difícil
➞ Aceitar automaticamente tudo que seu médico particular disse
➞ Te dar o benefício porque você está precisando financeiramente
É uma avaliação técnica, fria, baseada em critérios objetivos. E sim, isso pode parecer desumano às vezes. Mas é assim que o sistema funciona.
🔎 Atenção: Alguns peritos são mais compreensivos, outros são mais rigorosos, o que pode impactar na aprovação do seu benefício por incapacidade. Você não escolhe quem vai te avaliar. Por isso, não conte com a sorte — conte com a preparação.
Pressão por produtividade:
Vale saber: os peritos do INSS geralmente trabalham sob pressão. Eles têm metas de atendimento, precisam fazer várias perícias por dia. Isso significa que eles não têm tempo de ficar meia hora analisando cada caso com calma.
Por isso é tão importante você levar documentação organizada, objetiva, fácil de entender. O perito precisa tomar uma decisão rápida, e você precisa facilitar o trabalho dele mostrando claramente sua incapacidade.
Critérios técnicos nem sempre justos:
Às vezes o perito segue à risca os protocolos do INSS, que podem ser restritivos demais. Por exemplo: você tem depressão grave, não consegue sair de casa, mas o perito entende que “dá para trabalhar em home office” e nega o benefício.
Ou você tem fibromialgia (doença crônica de dor generalizada), mas como os exames não mostram nada “visível”, o perito não reconhece a incapacidade.
Nesses casos, mesmo que você faça tudo certo, pode ser negado. E aí só resolve com recurso ou ação judicial.
Consequências de um pedido indeferido
E se, mesmo fazendo tudo certinho, o INSS negar seu pedido de benefícios? O que acontece?
Consequência imediata: você fica sem o benefício
A mais óbvia, mas não menos impactante. Você continua sem poder trabalhar, mas também sem receber. As contas continuam vencendo, a família precisa comer, e você fica numa situação desesperadora.
🗣️ “Eu fiquei três meses esperando a perícia. Quando foi negado, não tinha mais dinheiro nem para comprar os remédios. Tive que voltar a trabalhar doente porque não tinha escolha.”
Essa situação acontece todos os dias em Canoinhas e em todo Brasil. E é especialmente cruel porque muitas vezes a pessoa realmente não tem condições de trabalhar.
Você pode recorrer da decisão se não for aprovado na perícia do INSS.
A negativa não é o fim. Você tem direito a entrar com recurso administrativo dentro do próprio INSS. O recurso é analisado por outra instância, que pode reverter a decisão do perito.
↳ Mas atenção: o recurso também pode demorar meses para ser analisado. E enquanto isso, você continua sem receber.
Você pode entrar na Justiça
Se o recurso administrativo não resolver, o próximo passo é entrar com ação judicial na Justiça Federal. Muitos casos negados pelo INSS são revertidos na justiça, porque o juiz pode considerar outros elementos que o perito não considerou.
➞ Na justiça, você pode usar testemunhas ➞ Pode apresentar novos documentos e laudos ➞ Pode ter uma avaliação pericial mais detalhada ➞ Se ganhar, recebe valores retroativos desde quando deveria ter recebido
Mas para isso, você vai precisar de advogado. E o processo pode levar meses ou até anos.
Impacto emocional e financeiro
Além das consequências práticas, tem o desgaste emocional. Você já está fragilizado pela doença, e ainda precisa lidar com a frustração de ter seu pedido negado, a insegurança financeira, a sensação de injustiça.
Muita gente desiste nessa fase. Pensa “o INSS negou, então eu não tenho direito mesmo” e não recorre. Mas não é assim — muitas negativas são injustas e podem ser revertidas.
💭 “Eu não aguento mais essa burocracia. Será que vale a pena insistir?”
Se você realmente está incapacitado e tem direito, sim, vale a pena. Porque o benefício pode fazer a diferença entre você conseguir se tratar adequadamente ou ter que voltar a trabalhar doente e piorar ainda mais.
O advogado Anderson Bernardo tem ajudado trabalhadores de Canoinhas justamente nesses momentos — quando a pessoa teve o benefício negado, não sabe se deve recorrer, precisa de orientação sobre o que fazer. Às vezes, com ajuda profissional, é possível reverter a situação sem precisar ir para a justiça.
Dicas para Aumentar suas Chances de Aprovação
Agora que você entendeu como funciona a perícia e o que pode dar errado, vamos ao que realmente importa: o que você pode fazer para aumentar su
as chances de aprovação? Quais documentos levar, como se preparar, o que falar e o que evitar no dia da avaliação?
Documentos necessários para a perícia
Esta é a parte mais importante da sua preparação. Chegar na perícia com a documentação certa pode fazer toda a diferença entre ser aprovado ou negado.
Documentos básicos obrigatórios:
➞ RG e CPF são documentos essenciais para o seu pedido no INSS. (ou CNH que serve como os dois) ➞ Carteira de trabalho (todas as que você tiver, para comprovar suas atividades) ➞ Número do requerimento (o protocolo que você recebeu quando agendou a perícia)
Esses são os documentos para identificação e registro. Mas o que realmente importa são os documentos médicos.
Documentação médica essencial:
➞ Atestados médicos recentes: De preferência do especialista que te acompanha. O atestado precisa ser detalhado — não adianta só dizer “paciente incapaz por 30 dias”. Precisa explicar o diagnóstico, os sintomas, por que você não pode trabalhar.
➞ Laudos de exames: Raio-X, ressonância magnética, tomografia, ultrassom, exames de sangue — tudo que você fez relacionado à sua condição. E quanto mais recente, melhor. Um exame de dois anos atrás tem menos peso que um de dois meses atrás.
➞ Relatório médico completo: Peça para o seu médico fazer um relatório contando seu histórico: quando começou o problema, quais tratamentos já foram feitos, quais medicamentos você usa, como a doença afeta suas atividades diárias e por que você não consegue trabalhar na sua função.
➞ Receitas médicas: Principalmente de medicamentos controlados (antidepressivos, ansiolíticos, analgésicos fortes, etc.). Leve as receitas mais recentes e, se possível, as caixas dos remédios que você está tomando, pois isso pode ajudar no seu pedido de benefícios.
➞ Comprovantes de tratamento: Se você está fazendo fisioterapia, psicoterapia, acompanhamento com especialista — leve os comprovantes para fortalecer seu pedido no INSS. Isso mostra que você está tentando se tratar e aumentar as chances de aprovação do seu pedido no INSS.
🔎 Atenção: Organize tudo em ordem cronológica, do mais antigo para o mais recente. Facilite o trabalho do perito. Ele tem pouco tempo e precisa entender rapidamente seu caso.
Documentos que ajudam mas nem todo mundo lembra:
➞ Relatório do empregador: Se sua empresa tiver emitido algum documento sobre seu afastamento ou suas limitações, leve.
➞ CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho): Se sua incapacidade foi causada por acidente ou doença relacionada ao trabalho, a CAT é fundamental.
➞ Declaração de dependentes: Se você tem filhos menores ou dependentes, isso pode influenciar favoravelmente (mostra que você precisa trabalhar para sustentar a família, mas não está conseguindo).
O que NÃO levar:
➞ Exames ou documentos que não têm relação com o problema atual (não adianta levar exames de coração se você está pedindo benefício por problema ortopédico) ➞ Documentos desorganizados, rasgados ou ilegíveis ➞ Pilhas enormes de papel sem relevância
💭 “Mas meu médico particular só me deu um atestado simples. Ele não quis fazer relatório detalhado.”
Isso acontece. Alguns médicos não têm paciência ou não sabem fazer relatórios adequados para perícia do INSS. Se for o seu caso, você pode:
- Pedir para ele fazer pelo menos um relatório básico explicando sua condição
- Buscar outro médico especialista que faça relatórios mais completos
- Consultar um advogado previdenciário, que pode orientar sobre o que pedir ao médico
Dica de ouro: Leve cópias de tudo, mas tenha os originais na bolsa para mostrar se o perito pedir. O INSS costuma ficar com algumas cópias para anexar ao processo.
Como agendar o dia da perícia
O agendamento da perícia é feito pelo Meu INSS (site ou aplicativo) ou pelo telefone 135. Parece simples, mas tem alguns detalhes importantes.
Quando agendar:
Se você está trabalhando com carteira assinada e ficou doente, lembre-se: os primeiros 15 dias são pagos pela empresa. Você só precisa agendar perícia no INSS a partir do 16º dia de afastamento.
Se você é autônomo ou está desempregado (mas no período de graça), pode agendar desde o primeiro dia de incapacidade.
🔎 Atenção: Não demore demais para agendar. Quanto mais você espera, mais tempo fica sem receber o benefício. E se você deixar passar tempo demais, o INSS pode entender que você já melhorou.
Como funciona o agendamento pelo Meu INSS:
- Entre no aplicativo ou site com sua conta Gov.br
- Escolha “Novo Pedido”
- Selecione “Auxílio por Incapacidade Temporária” (auxílio-doença) ou “Aposentadoria por Incapacidade Permanente” (aposentadoria por invalidez)
- Preencha as informações solicitadas
- O sistema vai oferecer datas disponíveis para a perícia
- Escolha a data que funcionar melhor para você para a perícia médica do INSS.
- Guarde o número do protocolo
Escolhendo a melhor data:
Se possível, evite marcar a perícia logo depois de cirurgias ou procedimentos invasivos — espere pelo menos alguns dias para você estar em condições de ir até lá e ser examinado.
Por outro lado, não espere tempo demais se você está com dores agudas ou sintomas fortes. Marque enquanto sua condição está visivelmente debilitada.
E se você não conseguir comparecer no dia marcado?
Pode remarcar pelo próprio Meu INSS. Mas cuidado: remarcar demais pode atrasar muito seu processo. Só remarque se realmente não tiver condições de ir.
🗣️ “Eu estava com tanta dor que não consegui sair de casa no dia da perícia. Remarcaram para um mês depois. Nesse meio tempo, eu fiquei sem receber nada.”
Por isso é importante tentar ir na data marcada, mesmo que seja difícil. Se você realmente não conseguir, peça para alguém da família te ajudar a chegar lá.
Dicas práticas para o dia da perícia
Chegou o dia. Você está nervoso, inseguro, com medo de falar algo errado. Aqui vão dicas práticas para você se sair bem:
Antes de sair de casa:
➞ Separe todos os documentos e coloque em uma pasta organizada
➞ Tome seus remédios normalmente (e leve-os com você)
➞ Vista-se de forma simples e confortável (nada de roupa de festa ou muito arrumado — você está doente, não está indo a um evento)
➞ Chegue com antecedência na agência do INSS (pelo menos 15-20 minutos antes)
Durante a perícia:
1. Seja educado, mas firme
Cumprimente o perito, trate-o com respeito, mas não seja submisso. Você está ali para reivindicar um direito, não para pedir favor.
2. Seja honesto — mas completo
Não minta, não exagere. Mas também não minimize seus problemas. Muita gente, por vergonha ou por tentar ser “forte”, acaba falando que está melhor do que realmente está.
💭 “O perito perguntou se eu conseguia fazer alguma coisa. Eu disse que consigo cozinhar, mas estou preocupado se isso será suficiente para ser aprovado na perícia do INSS. Ele me deu alta dizendo que se eu consigo cozinhar, consigo trabalhar.”
Tome cuidado com esse tipo de pergunta. Seja específico: “Eu consigo fazer tarefas leves em casa, mas com muita dificuldade e dor. Não consigo fazer esforço repetitivo ou ficar em pé por muito tempo, que é o que meu trabalho exige.”
3. Explique suas limitações de forma clara
Não fale só da doença — fale das limitações que ela causa. O perito quer saber o que você não consegue fazer.
Exemplo ruim: “Eu tenho hérnia de disco.”
Exemplo bom: “Eu tenho hérnia de disco na lombar. Não consigo ficar em pé por mais de 15 minutos sem sentir dor intensa. Não consigo carregar peso, nem me abaixar para pegar coisas do chão. Trabalho como auxiliar de produção e preciso ficar em pé o tempo todo e carregar caixas. Não tenho condições de fazer isso.”
4. Demonstre seus sintomas naturalmente
Se você tem dor ao se movimentar, não force. Se tem dificuldade para subir na maca, deixe isso ficar evidente. Mas não exagere ou finja — o perito percebe.
5. Mencione seu tratamento
Fale sobre os remédios que toma, as terapias que faz, os médicos que te acompanham. Isso mostra que você está se tratando e que o problema é sério.
6. Se o perito fizer perguntas, responda com calma
Não tenha pressa. Pense antes de responder. Se não entendeu a pergunta, peça para ele repetir.
O que NÃO fazer:
❌ Não chegue de última hora ou atrasado
❌ Não vá sem documentação ou com documentos incompletos
❌ Não seja agressivo ou desrespeitoso com o perito
❌ Não minta ou exagere sintomas (isso pode te prejudicar muito)
❌ Não leve acompanhante para dentro da sala (a não ser que você realmente precise de ajuda para se locomover ou se comunicar)
❌ Não saia da perícia sem perguntar qual foi a decisão e quando você vai saber o resultado oficial
Depois da perícia:
O perito vai informar se você foi aprovado ou negado. Se aprovado, em quantos dias você começa a receber e quando precisa fazer nova perícia (no caso de auxílio-doença temporário).
Se negado, pergunte o motivo. Anote tudo. Você vai precisar dessas informações se decidir recorrer.
🔎 Atenção: Mesmo se você achar que a perícia foi injusta, mantenha a calma. Não adianta discutir com o perito na hora — isso não vai mudar a decisão e ainda pode piorar as coisas. Depois você pode recorrer da forma adequada.
Benefícios do INSS e Direito Previdenciário
Você já sabe como se preparar para a perícia e aumentar suas chances de aprovação. Mas antes de encerrarmos, é importante você conhecer um pouco mais sobre os benefícios disponíveis e entender quando pode valer a pena buscar ajuda profissional. Porque nem sempre a situação é preto no branco, e existem direitos que você pode nem saber que tem.
Tipos de benefícios do INSS
Até agora falamos muito sobre auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, mas o INSS oferece outros benefícios que podem se aplicar à sua situação. Conhecer essas opções é importante porque às vezes você não consegue um benefício específico, mas pode ter direito a outro.
Auxílio-doença (Auxílio por Incapacidade Temporária):
É o benefício para quem está temporariamente incapaz de trabalhar. Você recebe mensalmente enquanto durar a incapacidade, e precisa fazer perícias de revisão periodicamente.
➞ Requisitos: Estar incapaz, ter qualidade de segurado, ter no mínimo 12 meses de contribuição (exceto em casos de acidente ou doença grave)
Aposentadoria por invalidez (Aposentadoria por Incapacidade Permanente):
Para quem está permanentemente incapaz de exercer qualquer atividade que garanta o sustento. É mais difícil de conseguir porque o INSS é muito rigoroso — tem que estar realmente impossibilitado de forma definitiva.
➞ Requisitos: Estar permanentemente incapaz, ter qualidade de segurado, ter no mínimo 12 meses de contribuição (exceto em casos de acidente ou doença grave)
Aposentadoria especial:
Se você trabalhou exposto a agentes nocivos (ruído, calor, produtos químicos, etc.), pode ter direito a se aposentar com menos tempo de contribuição. Já falamos disso em outro artigo, mas vale lembrar: muita gente tem direito e não sabe.
BPC/LOAS:
Benefício para pessoas com deficiência ou idosos acima de 65 anos que vivem em situação de baixa renda e nunca contribuíram para o INSS. É diferente dos outros porque não exige contribuição prévia.
💭 “Eu nunca trabalhei com carteira assinada e agora estou com problemas de saúde. Tenho direito a alguma coisa?”
Se você tem deficiência e vive em situação de baixa renda, pode ter direito ao BPC. Se não tem deficiência mas já passou dos 65 anos e está em situação de vulnerabilidade, pode solicitar um benefício por incapacidade também. Vale a pena verificar.
Pensão por morte:
Se alguém da sua família que contribuía para o INSS faleceu, você pode ter direito à pensão — principalmente se for cônjuge ou filho menor de 21 anos.
Auxílio-reclusão:
Para dependentes de segurado que foi preso. Muita gente não sabe que esse benefício existe.
🔎 Atenção: Cada benefício tem seus próprios requisitos e documentação específica. Não é porque você não conseguiu um que automaticamente não tem direito a nenhum outro.
O que fazer em caso de incapacidade parcial?
Aqui está uma situação muito comum que gera confusão: você não está totalmente incapaz, mas também não está em plenas condições de trabalhar. E agora?
Exemplo: Você teve um AVC. Ficou com sequelas — perdeu parte dos movimentos do braço direito, tem dificuldade de fala. Mas não está acamado, consegue fazer algumas coisas. O INSS pode negar seu auxílio-doença dizendo que você não está totalmente incapaz.
🗣️ “Eu não consigo mais trabalhar como soldador, que é o que eu fiz a vida toda. Mas o perito disse que eu posso trabalhar em outra função. Só que eu não tenho estudo, não sei fazer outra coisa, e isso pode dificultar meu pedido no INSS, especialmente na perícia médica do INSS. E quem vai me contratar assim?”
Essa é uma das situações mais difíceis e injustas. Na teoria, o INSS deveria oferecer reabilitação profissional — um programa para te capacitar em outra função compatível com suas limitações. Na prática, isso quase nunca acontece de forma eficiente.
O que você pode fazer:
➞ Insistir no pedido de auxílio-doença: Explicar de forma clara que, embora não esteja totalmente incapaz para qualquer atividade, você está incapaz para a sua função habitual — e que não tem condições de se requalificar sozinho.
➞ Pedir reabilitação profissional: É um direito seu. Se o INSS entende que você pode trabalhar em outra função, ele tem obrigação de te oferecer os meios para isso.
➞ Buscar orientação jurídica: Muitos casos de incapacidade parcial acabam sendo resolvidos na justiça, porque o juiz pode ter uma visão mais humana e realista da situação.
Incapacidade parcial na justiça:
Os tribunais vêm reconhecendo cada vez mais que não basta avaliar se a pessoa está tecnicamente capaz de exercer alguma atividade. É preciso considerar:
↳ Idade (uma pessoa de 55 anos com incapacidade parcial tem menos chances de recolocação no mercado) ↳ Escolaridade (quem não tem estudo dificilmente vai conseguir trabalho em função que exige qualificação) ↳ Realidade do mercado de trabalho (não adianta dizer que a pessoa “pode trabalhar em algo leve” se ninguém vai contratar)
Por isso, muitos casos negados administrativamente são revertidos na justiça.
Consultando um advogado especialista em direito previdenciário
Agora vamos falar de algo que você pode estar se perguntando desde o começo: quando vale a pena contratar um advogado?
Situações em que um advogado pode ajudar muito:
➞ Antes da perícia: Se você está inseguro, não sabe quais documentos levar, tem dúvidas sobre como apresentar seu caso. O advogado pode te preparar adequadamente.
➞ Depois da negativa: Se o INSS negou seu benefício e você não sabe se deve recorrer ou não. O advogado analisa o caso e te diz se vale a pena insistir no pedido de auxílio-acidente.
➞ Recurso administrativo: Se você decidiu recorrer, o advogado monta a defesa técnica, com argumentos jurídicos, citação de leis e jurisprudência. Isso aumenta muito suas chances de reverter.
➞ Ação judicial: Se o recurso administrativo não resolveu, o próximo passo é a justiça. E aí você definitivamente precisa de advogado (ou pode ir ao Juizado Especial Federal sem advogado, mas suas chances são menores).
➞ Revisão de benefício: Se você já recebe o benefício mas acha que o valor está errado, ou se o INSS cortou seu auxílio-doença indevidamente.
💭 “Mas eu não tenho dinheiro para pagar advogado.”
Muitos advogados previdenciários trabalham com honorários de êxito — ou seja, você só paga se ganhar. O pagamento geralmente vem dos valores atrasados que você vai receber (aqueles meses que o INSS deveria ter pago e não pagou).
Então você não precisa desembolsar dinheiro logo no começo. E mesmo que tenha que pagar algo depois, pode valer muito a pena se isso significar conseguir o benefício que você precisa.
O que um advogado previdenciário faz:
➞ Analisa toda a sua documentação e verifica se você realmente tem direito
➞ Orienta sobre o que está faltando e como conseguir
➞ Te prepara para a perícia (o que levar, o que falar, como se comportar)
➞ Entra com recurso se você for negado
➞ Acompanha o processo administrativo
➞ Entra com ação judicial se necessário
➞ Garante que você receba os valores retroativos se ganhar
🔎 Atenção: Procure um advogado especializado em Direito Previdenciário, não um generalista, para evitar erros comuns no seu pedido de benefícios. Essa área é técnica e exige conhecimento específico.
Por que escolher um advogado de Canoinhas:
Você pode contratar um advogado de qualquer lugar, é verdade. Mas ter um profissional local tem vantagens:
➞ Você pode ir pessoalmente ao escritório
➞ Ele conhece a realidade da região e as empresas locais
➞ Sabe como funciona a agência do INSS de Canoinhas
➞ Pode te acompanhar presencialmente se necessário
O advogado Anderson Bernardo atua há 13 anos exclusivamente com Direito Previdenciário aqui em Canoinhas. Ele já ajudou mais de 1.000 trabalhadores da região a conquistarem seus benefícios — desde a preparação para perícia até a reversão de negativas na justiça.
Se você está em dúvida sobre seus direitos, se teve o benefício negado, ou se quer se preparar melhor antes da perícia, vale a pena buscar uma orientação. Às vezes, pequenos ajustes na documentação ou na estratégia fazem toda a diferença.
Não Desista dos Seus Direitos
Conseguir um benefício do INSS não deveria ser tão difícil. Mas infelizmente é. Perícias rápidas, critérios rigorosos, negativas injustas — tudo isso faz parte da realidade de quem precisa do auxílio-doença ou da aposentadoria por invalidez.
Mas não deixe que a burocracia te desanime. Se você está realmente incapacitado de trabalhar, você tem direito ao benefício. E estar bem preparado aumenta muito suas chances de conseguir.
Recapitulando o que você aprendeu neste artigo:
➞ Leve documentação médica completa e organizada ➞ Seja honesto, mas explique claramente suas limitações ➞ Demonstre que você está em tratamento ➞ Não exagere, mas também não minimize seu problema ➞ Se for negado, não desista — você pode recorrer
E se precisar de ajuda, não hesite em buscar um advogado previdenciário. Muitas vezes, a diferença entre conseguir ou não o benefício está justamente no apoio técnico adequado.
Entre em Contato e Aumente suas Chances
Se você está em Canoinhas ou região e vai passar pela perícia do INSS, ou se já teve o benefício negado e não sabe o que fazer, o escritório Anderson Bernardo pode te ajudar.
📍 Endereço:
R. Duque de Caxias, 289 – Centro, Canoinhas – SC, 89460-102
📞 Telefone/WhatsApp: para tirar dúvidas sobre como aumentar as chances de aprovação do seu pedido no INSS.
(31) 8968-7992
🕐 Horário de atendimento:
Segunda a sexta-feira: 09:00 às 17:00
Sábado e domingo: Fechado
👉 Clique aqui e fale pelo WhatsApp para agendar sua consulta
Não deixe para depois. Quanto mais cedo você se preparar ou buscar orientação após uma negativa, maiores suas chances de conseguir o benefício que você precisa e merece.
Você não está sozinho nessa, muitos enfrentam dificuldades semelhantes ao solicitar auxílio-acidente. Há 13 anos o Dr. Anderson Bernardo ajuda trabalhadores de Canoinhas a garantirem seus direitos previdenciários — com atendimento técnico, humano e resultados concretos.
Sobre o Autor:
Sou especialista em Direito Previdenciário e, ao longo de 13 anos de experiência, já ajudei mais de mil clientes a conquistarem seus direitos junto ao INSS com clareza, segurança e atendimento humanizado.
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